Polícia Federal deflagra Operação Conclave que investiga fraudes na Caixa Participações


 

Nacional - 19/04/2017 - 08:06:37

 

Polícia Federal deflagra Operação Conclave que investiga fraudes na Caixa Participações

Polícia Federal deflagra Operação Conclave que investiga fraudes na Caixa Participações

 

Da Redação com Abr

Foto(s): Folhapress

 

Chegada de malotes na sede da Polícia Federal em São Paulo, durante a operação Conclave, que investiga a aquisição fraudulenta de ações do Banco Panamericano pela Caixa Participações S.A (Caixapar)

Chegada de malotes na sede da Polícia Federal em São Paulo, durante a operação Conclave, que investiga a aquisição fraudulenta de ações do Banco Panamericano pela Caixa Participações S.A (Caixapar)


A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã de hoje (19) a Operação Conclave que investiga possíveis fraudes na compra de ações do Banco Panamericano pela Caixa Participações S.A. (Caixapar). O inquérito apura a responsabilidade de gestores da Caixa Econômica Federal (CEF), além de investigar possíveis prejuízos causados a correntistas e clientes.

Cerca de 200 policiais estão cumprindo desde cedo 46 mandados de busca e apreensão expedidos pela 10ª Vara Federal de Brasília. "A decisão ainda determinou a indisponibilidade e bloqueio de valores de contas bancárias de alvos das medidas cautelares. O bloqueio alcança o valor total de R$ 1,5 Bilhão", diz a nota da PF. Os mandados estão sem cumpridos em São Paulo (30), no Rio de Janeiro (6), em Brasília (6), Belo Horizonte (1), no Recife (1) e em Londria, no Paraná (2).

De acordo com as investigações, alguns núcleos criminosos foram identificados, entre eles, "o núcleo de agentes públicos, responsáveis diretos pela assinatura dos pareceres, contratos e demais documentos que culminaram com a compra e venda de ações do Banco Panamericano pela Caixapar e com a posterior compra e venda de ações significativas do Banco Panamericano pelo Banco BTG Pactual S/A",

Outro núcleo, o de consultorias, segudo a PF,  emitia pareceres para legitimar os negócios realizados. E o núcleo de empresários que, "conhecedores das situações de suas empresas e da necessidade de dar aparência de legitimidade aos negócios, contribuíram para os crimes em apuração".

Segundo a Polícia Federal, os investigados poderão responder pelos crimes de gestão temerária ou fraudulenta, além de outros delitos que possam vir a ser descobertos. As punições para esses crimes podem chegar a 12 anos de reclusão. O nome da operação faz referência à forma sigilosa com que foram tratadas as negociações e alude ao ritual (Conclave), no Vaticano, para a escolha do papa.

A CaixaPar informou, por meio de nota, que está "prestando irrestrita colaboração" com os trabalho de investigação, mantendo permanente contato com as autoridades policiais.

 



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