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Politica - 04/09/2006 - 10:19:04

 

Lula: crise na Volks se deve a "projeto errado"

Lula: crise na Volks se deve a "projeto errado"

 

Da Redação com agências

Foto(s): Divulgação / Arquivo

 


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, afirmou, em entrevista veiculada no início da madrugada de hoje pelo Jornal da Globo, que a Volkswagen se precipitou ao anunciar a demissão de 1,8 mil funcionários da fábrica de São Bernardo do Campo (SP). O chefe de Estado garantiu que tentou negociar para evitar as dispensas e afirmou que a reestruturação promovida pela multinacional se deve, na verdade, a um "projeto que não deu certo" da empresa."Eu já fui chorar na porta da fábrica quando a Volkswagen mandou embora 8 mil trabalhadores", disse, se referindo à época em que era sindicalista. "Acho que a Volks se precipitou, sem conversar mais com o governo e sindicato", afirmou Lula, sinalizando que poderá ainda sentar com a direção do conglomerado para tentar contornar o problema (a multinacional alega que, se não demitir, terá de fechar a unidade de São Bernardo). Por conta das demissões, os funcionários da multinacional entraram em greve, mas já admitem retomar parte da produção. O governo federal tem sido responsabilizado pela oposição, especialmente o PSDB, pela crise na Volkswagen. O presidente Lula não disse qual seria o projeto "errado" ao qual se referiu. Por conta das demissões, há poucos dias o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ameaçou suspender contrato de empréstimo de R$ 497,1 milhões à Volkswagen para a expansão da produção de veículos Fox e CrossFox. Alianças e previsão de vitória Lula respondeu também sobre o fato de políticos envolvidos em denúncias e antigos desafetos, como Jader Barbalho e Ney Suassuna, integrarem seu conselho político. "Não escolho os membros do conselho e não posso julgar as pessoas. Eu sinto orgulho do apoio que eu estou tendo. Sinto orgulho porque nós vamos ganhar as eleições, se Deus quiser e se o eleitor compreender a necessidade de continuar esse governo", declarou. Crescimento "inusitado" Questionado sobre os motivos pelos quais o Brasil apresenta índice de crescimento menor que os de países emergentes como a China, Lula evitou comparações e disse que o País tem realidade e parâmetros diferentes de outras nações. Para Lula, o Brasil está passando por um cenário "inusitado", com indicadores de crescimento econômico favoráveis em diferentes frentes. E projetou desenvolvimento maior em um eventual segundo mandato. "Estamos ampliando a capacidade de investimento do Estado, temos o projeto das Parcerias Público-Preivadas (PPPs) e estamos avaliando parcerias com grandes empresas em projetos em que o País pode ser competitivo, como na área da celulose", afirmou. Impostos Lula também foi questionado sobre compromisso assumido em campanha de não aumentar impostos, frente ao fato de que a carga tributária ter crescido. O presidente afirmou que parte do problema se deve ao Congresso e aos Estados: "Enviei proposta de Reforma Tributária ao Congresso em 2003, a parte federal foi aprovada mas a referente aos Estados está parada, devido à guerra fiscal. Eu vejo outros virem aqui falar em fazer a reforma", disse, defendendo que a tarefa não é tão fácil como parece. O presidente disse que houve avanço na questão fiscal, citando que, mna sua administração, houve desoneração de R$ 19 bilhões em impostos e mudanças na alíquota do Imposto de Renda. Programas sociais Lula também foi questionado sobre declaração sua, quando candidato, dizendo que "é melhor ensinar a pescar que dar o peixe" - enquanto o governo tem priorizado programas de assistência social como o Bolsa Família. "É importante comer o seu peixe primeiro. A fome não pode esperar, por isso há essa forte política de assistência social", respondeu. Quanto às irregularidades envolvendo o cadastro do Bolsa Família, Lula disse que fazem parte do processo, mas garantiu que está havendo reforço da fiscalização e esforços para ampliar a abrangência do programa social. ;

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