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Opinião - 08/02/2019 - 22:30:26

 

Os políticos não suportam a voz da democracia

 

Júlio César Cardoso * .

Foto(s): Divulgação / Arquivo

 

Júlio César Cardoso - Bacharel em Direito e servidor  federal aposentado, Balneário Camboriú-SC

Júlio César Cardoso - Bacharel em Direito e servidor federal aposentado, Balneário Camboriú-SC


Há políticos que  não suportam ouvir a voz da democracia exigindo mudança de atitudes e de regras obsoletas dentro do Parlamento, por exemplo, as que mantêm o voto secreto no Congresso Nacional.

As velhas práticas políticas, os mesmos atores de sempre, que o indecente voto obrigatório continua a eleger e reeleger, não aceitam direcionar-se aos novos tempos e persistem em desafiar os princípios estabelecidos no Art. 37 da Constituição Federal.

Mas as manifestações de ruas já deram o recado. E assim mesmo, políticos da estirpe de Renan Calheiros (MDB-AL), Jader Barbalho (MDB-PA),  Kátia Abreu (PDT-TO), Eduardo Braga (MDB-AM), Gleisi Hoffmann (PT-PR)  e outros se fazem de moucos.

Ora, o que se viu na abertura da Sessão do Senado Federal, com o show escandaloso proporcionado principalmente por Renan Calheiros e Kátia Abreu, digno de saltimbancos de terceira categoria, em desrespeito ao presidente da Sessão, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), mancha a Casa de Rui Barbosa.

De fato, senador Renan Calheiros, Davi Alcolumbre se comportou com a altivez de um Golias diante da fúria de meia-dúzia de gatos pingados, mesmo tendo sido a sua pasta de trabalhos surrupiada pela frenética senadora Kátia Abreu.

Mas não adiantou a manobra da votação secreta para o comando do Senado,  mesmo com a autorização madrugada adentro do ministro do STF Dias Toffoli, porque aqueles que desejavam a transparência da eleição, como pede a população, deram posse legítima ao senador Davi Alcolumbre, para o bem do Senado e da nação.

Assim, a velha raposa, acostumada a maquinações e se vendo na iminência da derrota, retirou a sua candidatura à presidência do Senado,  comportando-se como um poltrão.

O senador Renan Calheiros devia ter agido como o ex-deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), renunciando ao mandato.

* Júlio César Cardoso - Bacharel em Direito e servidor  federal aposentado, Balneário Camboriú-SC ;

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