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ABCD - 19/12/2018 - 13:38:52

 

MP Eleitoral pede inelegibilidade de Luiz Marinho pelo uso de influenciadores digitais

 

Da Redação com agências

Foto(s): Divulgação / Arquivo

 

Luiz Marinho, PT, ex-prefeito de São Bernardo do Campo e ex-candidato a governador nas eleições de 2018

Luiz Marinho, PT, ex-prefeito de São Bernardo do Campo e ex-candidato a governador nas eleições de 2018


O Ministério Público Eleitoral em São Paulo entrou na Justiça Eleitoral ontem, 18, com uma ação de investigação contra Luiz Marinho, PT, ex-prefeito de São Bernardo do Campo e ex-candidato a governador nas eleições de 2018, pelo uso de influenciadores digitais pagos para postar mensagens a favor de sua campanha nas redes sociais.

Além de Luiz Marinho, também é alvo de investigação Ana Bock, a vice-candidata dele, e empresas de publicidade na internet.

Pedido MP inclui que o candidato fique até 8 anos inelegível em sendo condenado.

Consultada, a assessoria de imprensa do candidato derrotado disse que a "empresa ofereceu o serviço à campanha que, após teste, optou por não contratá-la".

Entretanto, a empresária Joyce Falette disse que a compra de elogios FAKE ocorreram e foram pagos.

A empresária Joyce Falette admitiu ao Ministério Público Eleitoral ter recebido ordens do deputado Miguel Corrêa (PT-MG) para impulsionar ilegalmente conteúdo favorável a candidatos petistas durante a eleição deste ano. Segundo Joyce, o esquema de propaganda ilegal teria atingido 10 milhões de internautas durante a campanha.

Trecho do depoimento de Joyce:

“Que a depoente recebeu uma ‘ordem’ para testarem a força da rede de influenciadores, divulgando a #lulazord com o objetivo de alcançar os assuntos mais relevantes no Twitter (trending topics). Que a experiência foi positiva e alcançou mais de dez milhões de pessoas impactadas, o que levou a Fórmula a dar à depoente uma nova ordem desta vez para a divulgação de conteúdos voltados aos candidatos do Partido dos Trabalhadores, especialmente Wellington Dias (Piauí), Gleisi Hoffmann (Paraná) e Luiz Marinho (São Paulo).”

A apuração do MP descobriu um esquema de captação de votos mediante uso de publicações pagas na internet em perfis selecionados de redes sociais.

Segundo a denúncia do MP, uma agência de publicidade e uma empresa, ambas com sede em Minas Gerais, "arregimentaram donos de perfis em redes sociais, selecionados pelo número de seguidores e alta atividade (chamados influenciadores digitais), para elaborar e promover postagens com temáticas pré-definidas favoráveis a determinados candidatos" do PT.

Em troca, segundo o MP Eleitoral, os influenciadores digitais receberam "pagamentos em dinheiro, definido com base no número de postagens e no alcance de compartilhamentos". Foi desenvolvido também um aplicativo de celular que ajudava na divulgação.

No estado de São Paulo, os supostos influenciadores foram contratados para publicar comentários e notícias favoráveis ao candidato, como se fossem mensagens espontâneas. Segundo o MP, este uso contraria a legislação eleitoral sobre a propaganda na internet e pode configurar uso indevido dos meios de comunicação social.

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