O Escritório de Investigações e Análise (BEA, na sigla em inglês) informou que haverá um "esforço considerável" para manter as buscas pelas caixas-pretas do Airbus A330 da Air France que caiu no Oceano Atlântico no dia 31 de maio. Hoje é a data estimada para que o equipamento deixe de emitir sinais sonoros devido à falta de bateria. As informações foram divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo.
Mas, o diretor do BEA, Paul-Louis Arsalanian, informou que, apesar da garantia de 30 dias, as caixas-pretas mas podem funcionar por mais tempo. Sem elas, os destroços e as mensagens Acars, enviadas automaticamente pela aeronave até o momento do seu desaparecimento, continuam sendo as principais pistas para explicar o acidente.
O acidente
O Airbus A330 saiu do Rio de Janeiro no domingo (31), às 19h (horário de Brasília), e deveria chegar ao aeroporto Roissy - Charles de Gaulle de Paris no dia 1º às 11h10 locais (6h10 de Brasília).
De acordo com nota divulgada pela FAB, às 22h33 (horário de Brasília) o voo fez o último contato via rádio com o Centro de Controle de Área Atlântico (Cindacta III). O comandante informou que, às 23h20, ingressaria no espaço aéreo de Dakar, no Senegal.
Às 22h48 (horário de Brasília) a aeronave saiu da cobertura radar do Cindacta, segundo a FAB. Antes disso, no entanto, a aeronave voava normalmente a 35 mil pés (11 km) de altitude.
A Air France informou que o Airbus entrou em uma zona de tempestade às 2h GMT (23h de Brasília) e enviou uma mensagem automática de falha no circuito elétrico às 2h14 GMT (23h14 de Brasília). A equipe de resgate da FAB foi acionada às 2h30 (horário de Brasília).
No dia 26 de junho, a Aeronáutica e a Marinha brasileiras anunciaram o fim das buscas por corpos de vítimas. A justificativa foi a impossibilidade da localização de mais cadáveres ou restos mortais na superfície do Oceano Atlântico.
No total, foram achados 51 corpos e mais de 600 partes do Airbus A330 da companhia francesa.